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Comunicação Social. A formação acadêmica e o exercício da profissão.

O que significa utilizar bem os meios de comunicação? Será que todo estudante ao deixar a universidade sabe responder a essa pergunta? Acrescentamos então outro questionamento: qual a contribuição dos cursos superiores na formação dos estudantes de comunicação social, enquanto cidadãos responsáveis no exercício da profissão? Pesquisa realizada pelo Ministério da Educação, em 2004, apontou que o Curso de Comunicação ocupava, na ocasião, a sexta posição dentre os dez maiores cursos por número de matrículas e concluintes.

O Brasil congrega mais de 800 cursos de Comunicação Social, nas suas principais habilitações: Publicidade e Propaganda, Jornalismo e Relações Públicas. Se fizermos um cálculo estimado de 50 egressos por ano teremos em torno de 44 mil pessoas que buscam ingressar no mercado de trabalho, para realizarem inúmeras tarefas nesses segmentos. Desse grande volume de pessoas, quantas são as que de fato raciocinam em torno da responsabilidade social da profissão que escolheram?

As escolas de ensino superior têm papel preponderante, no que diz respeito à conscientização dos estudantes nesse sentido. A elaboração de uma matriz curricular que contemple disciplinas de cunho humanístico e que permita reflexões e críticas às produções midiáticas e aos conteúdos discursivos das mensagens é o primeiro passo. A natureza reflexiva das disciplinas precisa ser compreendida pelo estudante ao longo de sua formação acadêmica.

Nunca antes o processo de comunicação social esteve tão presente nas vidas das pessoas. Não mais só as mídias tradicionais fazem parte das vidas dos cidadãos. As mídias sociais ampliaram as possibilidades relacionadas ao processo da comunicação. Porém, é preciso haver uma compreensão sobre como bem utilizá-las. Refletir sobre o uso ético de tais mídias é um dos papéis dos cursos de Comunicação Social, para não cair na banalidade e nem tampouco destruir pessoas.

Embora seja uma coqueluche do momento, as reflexões devem ser trazidas para dentro das salas de aula, buscando assim a livre expressão de forma consciente e humanizada. A crítica aos conteúdos mídiáticos, não é mais do receptor para o emissor das grandes organizações, passou a ser responsabilidade de todo e qualquer cidadão que faz uso das novas mídias. O ambiente universitário deve estimular tais reflexões, dentro do que lhe compete à responsabilidade social.